Sua gôndola comunica ou confunde?
Imagine uma mãe de família, cansada depois de um longo dia de trabalho fora de casa. Ela entra no mercado da vizinhança apenas para comprar os ingredientes do jantar. O tempo é curto, o corpo pede descanso e a mente já está cheia de preocupações. Ela para em frente à prateleira de massas e olha em volta. Os pacotes estão um pouco fora do lugar, há bastante rupturas em toda a gôndola e o macarrão que ela quer está sem a etiqueta de preço. Em vez de sentir alívio por encontrar o que precisa, ela se sente frustrada. É nesse exato momento, diante de uma prateleira bagunçada, que uma venda é perdida e, pior ainda, a confiança daquela mãe vai embora.
Sua gôndola comunica ou confunde? Essa é a pergunta que todo dono de supermercado precisa fazer ao olhar para os corredores da própria loja logo pela manhã. Muitas vezes, quem trabalha no comércio todos os dias acaba se acostumando com a paisagem. Um papel colado com fita adesiva aqui, uma etiqueta torta ali, um produto fora do lugar acolá. Parece pouca coisa. Parece um detalhe que não faz diferença no fim do mês. Mas, para a pessoa que entra na loja para deixar o dinheiro dela ali, esses pequenos detalhes gritam muito alto. Eles passam uma mensagem clara sobre o cuidado que o negócio tem com quem compra.
Quando uma pessoa entra em um comércio para comprar alimentos para a família, ela busca segurança. O ato de comprar comida é algo muito íntimo. Envolve a saúde das pessoas que ela mais ama. Por isso, tudo o que os olhos veem dentro da loja ajuda a formar uma opinião na cabeça do cliente. Se o chão está limpo, a pessoa confia. Se os funcionários estão com roupas limpas e arrumadas, a pessoa confia. E, principalmente, se as prateleiras estão em ordem, com preços fáceis de ler e produtos bem arrumados, a pessoa sente que está em um ambiente honesto e seguro.
Mas afinal, sua gôndola comunica ou confunde o cliente na hora da compra?

Para responder a isso, é preciso entender o que significa comunicar e o que significa confundir dentro de um supermercado. Comunicar não é apenas colocar um locutor falando no microfone da loja. A comunicação visual é silenciosa, mas muito poderosa. Uma prateleira que comunica é aquela que age como um bom anfitrião recebendo uma visita em casa. Ela parece dizer: “Olá, seja bem-vindo. O arroz está bem aqui, fácil de pegar. O preço dele é este aqui, bem claro. E veja, o feijão está logo ao lado, caso você também precise”.
Tudo isso acontece sem que uma única palavra seja dita em voz alta. A pessoa olha, entende na mesma hora, pega o produto, coloca no carrinho e segue a vida dela feliz e tranquila.
Por outro lado, uma prateleira que confunde age como um vendedor ruim, que esconde as informações. É aquela prateleira onde os produtos estão jogados de qualquer jeito. O cliente olha para um pacote de bolacha e precisa virar um detetive para achar o preço. Ele olha para baixo, tem uma etiqueta amarela. Olha para o lado, tem um papel branco escrito à mão. Olha para cima, tem um cartaz de promoção de um produto que não tem nada a ver com a bolacha. A cabeça do cliente precisa fazer um esforço enorme para entender o que está acontecendo.
Quando o cérebro precisa se esforçar muito para entender algo simples, ele gera um sentimento de cansaço e irritação. O cliente pode até não saber explicar o motivo, mas ele começa a se sentir mal dentro da loja, ele pega apenas o básico, aquilo que é de extrema necessidade, e vai embora o mais rápido que pode. Ele desiste de passear pelos outros corredores. Então, ele desiste de levar um doce diferente, uma bebida nova ou um produto de limpeza que estava precisando. A confusão visual matou a vontade de comprar.
O medo do preço errado no caixa
Existe um medo muito comum e muito real na vida de quem faz compras: chegar no caixa e o preço ser maior do que aquele que estava na prateleira. Esse é um momento de muito constrangimento para o consumidor. A fila para, o operador de caixa precisa chamar um fiscal, as pessoas em volta ficam olhando. Ninguém gosta de passar por isso.
Quando a prateleira do supermercado é confusa, com etiquetas de preços mal posicionadas e/ou faltando informação, o cliente passa a compra inteira com esse medo no coração. Ele segura um pote de margarina e pensa: “Esse preço é de qual marca?”. Na dúvida, muitas pessoas preferem devolver o produto para a prateleira e não levar nada. O medo de passar vergonha no caixa ou de pagar mais caro do que o planejado fala mais alto.
É por isso que a clareza na exposição dos preços é uma questão de respeito. Quando a loja investe em porta-etiquetas firmes, bonitos, todos do mesmo tamanho e da mesma cor, ela está dizendo para o cliente: “Nós somos transparentes. O que está escrito aqui é exatamente o que você vai pagar”. Essa transparência gera um alívio imediato. O cliente relaxa. Ele passa a confiar na loja. E um cliente que confia, coloca mais produtos no carrinho, pois sabe que não terá surpresas desagradáveis na hora de pagar a conta.

A organização visual como ferramenta de vendas
A beleza de um supermercado não serve apenas para enfeitar o ambiente. A organização visual serve para guiar os passos das pessoas. Pense em uma avenida muito movimentada. Se não existissem faixas pintadas no chão, semáforos e placas de trânsito, os carros bateriam uns nos outros e ninguém chegaria a lugar nenhum. A organização visual de um supermercado funciona exatamente como a sinalização de uma rua.
Quando todas as prateleiras seguem um mesmo padrão, a mente da pessoa viaja com facilidade. Se os cartazes de promoção têm sempre a mesma cor, o cliente bate o olho de longe e já sabe onde tem uma oferta boa esperando por ele. Se os suportes onde ficam os preços são todos iguaizinhos, alinhados de ponta a ponta no corredor, a loja inteira ganha um ar de limpeza e de cuidado extremo.
Imagine o setor de higiene pessoal. É um local onde as pessoas compram produtos para cuidar do próprio corpo, do cabelo, da pele. Se esse corredor estiver escuro, com produtos caídos, frascos vazados e etiquetas sujas, a pessoa sentirá nojo. Ela não vai querer comprar um shampoo ali. Agora, se os frascos estiverem todos puxados para a frente da prateleira, bem alinhados, com as etiquetas de preço limpas e encaixadas em suportes de plástico brilhantes e padronizados, a sensação muda completamente. A pessoa sente que está comprando em um lugar que se importa com a saúde e a higiene dela.
Pequenas mudanças que trazem grandes resultados
Não é preciso derrubar a loja inteira e construir de novo para melhorar a comunicação com quem compra. Muitas vezes, as soluções são incrivelmente simples e trazem um resultado financeiro enorme no fim da semana. A mudança começa nos pequenos detalhes que formam o visual do comércio.
O fim dos papéis rasgados e da fita adesiva
Uma das coisas que mais empobrecem o visual de um comércio é o uso de papéis improvisados colados pelas paredes ou nas bordas das gôndolas com fita adesiva. Com o tempo, a fita junta sujeira, perde a cola, o papel amassa, as pontas viram para cima. Fica com cara de algo velho e abandonado.
Substituir essas improvisações por soluções que atendam às necessidades de cada ponto de venda, faz o ambiente nascer de novo. Usar porta-etiquetas, perfis nas gôndolas, molduras próprias para colocar os cartazes de oferta faz com que a mensagem chegue limpa e direta para quem lê. No caso dos porta-cartazes e molduras, o cartaz fica protegido, esticadinho, com aparência de novo todos os dias. Isso mostra para as pessoas que a loja tem uma gestão firme e cuidadosa. Quem cuida tão bem de um simples cartaz de papel, com certeza cuida muito bem das carnes, das verduras e dos laticínios.
Puxar os produtos para a frente
Existe uma técnica muito simples e muito antiga no comércio, mas que faz milagres pela beleza das prateleiras. Trata-se do ato de puxar todos os produtos para a beiradinha da gôndola, deixando todos na mesma linha. Os repositores sabem bem como isso funciona e precisam estar sempre atentos às rupturas nas gôndolas.
Quando a gôndola está cheia de espaços vazios, parecendo que faltam dentes em uma boca, a pessoa que entra para comprar tem a impressão de que a loja está falindo ou que os donos não têm dinheiro para comprar mercadoria. É uma visão triste. Porém, quando os funcionários mantêm o hábito de ajeitar os itens sempre para a frente, com os rótulos virados certinhos para o rosto do cliente, a loja parece sempre cheia, farta e rica. Essa abundância enche os olhos de quem compra e desperta a vontade de levar para casa um pouco daquela fartura.
O poder das cores certas
As cores também falam com os sentimentos das pessoas. Se um supermercado usa etiquetas verdes para produtos naturais, etiquetas amarelas para grandes descontos e etiquetas brancas para os preços normais, o cliente aprende esse “código” sem que ninguém precise explicar.
O problema surge quando o comércio faz uma bagunça com as cores. Se a loja resolve colocar cartazes vermelhos, laranjas, roxos, rosas e verdes neon todos juntos no mesmo corredor, a visão da pessoa fica embaralhada. Acontece o mesmo que tentar ouvir cinco pessoas falando alto ao mesmo tempo: ninguém entende nada e dá dor de cabeça. Manter um padrão de cores e de estilo nos porta-preços traz paz para os olhos. E a paz é o melhor sentimento que alguém pode ter enquanto caminha com um carrinho de compras.
O trabalho nos bastidores do comércio
Tudo o que o consumidor vê é resultado do suor de quem trabalha nos bastidores do supermercado. Os repositores, as moças do caixa, o gerente, o pessoal da limpeza. É uma equipe enorme que começa a trabalhar antes do sol nascer e só termina muito depois de o sol se pôr.
Para que toda essa equipe consiga manter a loja bonita e comunicativa, eles precisam das ferramentas certas. Um repositor de mercadorias sofre muito quando precisa encaixar preços de papelão em calhas velhas e quebradas. Ele perde muito tempo cortando papéis, colando, tentando ajeitar algo que já está estragado. Esse tempo perdido é dinheiro que escorre pelo ralo da empresa.
Quando o supermercado investe em materiais padronizados e de boa qualidade para colocar as informações, o trabalho da equipe fica muito mais leve e rápido. Trocar os preços de um corredor inteiro passa a ser uma tarefa simples de encaixe. O funcionário termina o serviço rápido, a prateleira fica linda, e ele tem mais tempo para ajudar os clientes a encontrarem o que precisam, sempre com um sorriso no rosto. Uma equipe que não precisa lutar contra ferramentas ruins trabalha mais feliz. E o sorriso de um funcionário é a melhor comunicação visual que uma loja pode ter.
Conclusão: A tranquilidade e o respeito

No fim das contas, arrumar a loja de forma padrão, com preços evidentes, prateleiras organizadas e informações claras, não é apenas uma questão de vaidade para deixar o local chique. Trata-se da forma mais pura e honesta de demonstrar respeito por cada família que escolhe entrar ali.
A pessoa que vai ao supermercado está ali entregando o dinheiro que ganhou com o suor do próprio trabalho. Ela merece entrar em um lugar que a trate bem. Um lugar onde ela não precise adivinhar quanto as coisas custam. Um lugar onde os olhos descansam enquanto ela escolhe o pão do café da manhã.
A padronização dos visuais da loja abraça o cliente. A ansiedade vai embora, o medo de ser enganado some, e a caminhada entre as mercadorias vira um momento agradável do dia. E quando as pessoas se sentem bem, tratadas com justiça e respeito, elas não apenas compram mais naquele dia. Elas voltam. Elas contam para os vizinhos. Elas fazem daquele mercado a segunda casa delas.
Observe seus corredores amanhã cedo. Olhe com os olhos de uma mãe apressada ou de um idoso que tem dificuldade para enxergar letras pequenas. Se a sua loja fala com eles de forma carinhosa e clara, o sucesso será um caminho natural.
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